terça-feira, 30 de junho de 2009

Não, não....simplesmente não aguento mais a pergunta de pessoas SUPER criativas:

-Você não vai postar sobre o Michael??

Após cinco dias do ocorrido ainda tem coragem de me questionarem isso, mas aqui está.

Algo postado. Satisfeitos?
Eu e a Marta no msn na madrugada.
Filosofando sobre a nossa possível hiperatividade.
Que alegria, em quase chegar à conclusão que a minha cabeça é um ventilador.
Não tô sozinha nessa, ela me acompanha na dose cavalar de ideias sem fim.
Não vão ficando contentes, pensando: ah, é bom isso, vcs podem contar com uma criatividade maior.
Seu cu!!!
Meu bem, o fato de ter um cérebro ligado nas milhões de voltagens não quer dizer que todas as criações são divinas.
Martita, fala aí....quantas madrugas a gente aqui discutindo fatores jornalísticos, metendo o pau em alguns cretinos, nos não cretinos tbm, só pra sair da rotina, discutindo ás vezes sabe-se lá o que exatamente....é temos mesmo que por tudo pra fora.
Pensa comigo minha cara:
Se extravasando tudo tá foda, imagina tudo latente???

Seríamos as conhecidas bombas relógios, tá vai, eu me encaixo um pouco nessa denominação já, mas poderia ser bem pior!

Sabe, tava na hora de ter vc por aqui...a gente se estranha pra caraleooo, mas vc pra mim é como um rio...segue seu percurso mas volta pra nascente.
Ao menor sinal de uma possível aparição tua, tudo vira duna.
A gente olha de longe, é aquela fortaleza, que vai desmoronando, desmoronando...


Até restar somente pó ao vento.

NA BOA, PRECISO PARAR DE ESCREVER AGORA.

CANSEI MESMO.
Aí tá uma coisa que não vou fazer, nem se iluda com essa possibilidade falsa e moralista hipócrita: não vou subordinar a minha escrita!
Porra, isso é uma coisa que já coloquei em mente, e em almas, sim almas, no plural mesmo, porque tenho algumas, uma delas é aquele lado consicente e mais recatado, o politicamente correto e polido pra sociedade (veja que exemplo de cidadã sou eu, fiquei feliz agora), e a outra alma é totalmente repulsiva, aquela que você chama de esnobe, metida à besta e adjetivos do gênero.
O engraçado é que eu realmente gostaria de ter o dom de frequentar uma vez ou outra os lugares undergrounds, os saraus, teatros, as merdas mais variadas possíveis com a mesma impassividade com que escrevo aqui agora....mas as duas almas começam a se pegar aqui dentro, aí fodeu tudo; até porque elas não escondem o arranca rabo interno, aí geral fica de platéia assistindo o espetáculo, inclusive eu.
Ela diz:
- O negócio é o seguinte: temos que saber lidar com todo o tipo de pessoas, lugares e sentimentos, isso nos faz crescer, amadurecer.
Poético.
Na sequência, a outra responde:
- Rárárá, TEMOS? claro, bem óbvio, devemos ser hipócritas o suficiente pra achar assuntos do tipo os capítulos da novela das oito super interessantes, e ainda tem mais, devemos ser solidários e ao mesmo tempo o sorriso tem que estar estampado nos lábios, afinal, antipatia não é bem vista.
E agora aqui estou, as duas naquele típico cenário de gladiadores romanos, sacas?
Pois é, a questão é cômica, dramática, e terrorista minha gente!!!
Não é só no filme do Jean Charles que ocorrem ataques terroristas, os terrores internos são piores do que os homens bombas - eu preferia milhares deles agora explodindo de perto, ao menos seria uma explosão literalmente, e não fragmentos de uma né?.
E nessa brincadeira da caça ás almas, aos terroristas, aos demônios, aos anjos, e aos raios que os parta já se foram alguns litros de café, pra variar, alguns cigarros pra acompanhar....poderia ser pior, tudo isso companhado de tédio.
Foda, tédio em uma mente tão "sossegada" não existe.
A madrugada rolando solta e a mente nunca para, nunca para.
Talvez a loucura esteja bem próxima, esteja dentro do meu próprio existir, mas isso não muda porra nenhuma.
Os que tentaram entender qualquer merda que o valha tiveram as seguintes opções: enlouqueram junto, tornando-se zumbis filosóficos, críticos e malditos, como eu, ou sumiram na camada de ozônio "mais próxima".
O mundo dos loucos é fascinanate, preço alto a ser pago Pequena darling; mas sabe, eu não o troco pelo normalzinho e bacaninha.
Ainda me resta o dom da escrita, do orgulho, do egocentrismo, olha que beleza! quanta qualidade unida, e tem mais, tem muitas ainda que não são de conhecimento da nação.
Eu falei logo abaixo que ia né? os baldes de café realmente fazem efeito (que falta faz meu uísque nessas horas, pqp)...quer saber?
Vou embarcar em outra viagem agora, sair da órbita das palavras por algumas horas, porque a estafa mental tá chegando, já tá logo aqui do lado.

FUI.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

à G.B.
Sei que estamos muito longe, mas você precisa reencontrar o seu caminho de casa. Mesmo a espera, sinto como se também estivesse voltando para casa devagar, devagar.
De quem não quer te perder.
Eu não presto. Sou vida fácil, vida solta louca do meu cu. Uivando nas ruas, espalho o gozo do meu cio nas bocas das moças desafortunadas, de bandida vida, boêmia. De vermelho-sangue, demarco o território com batom no ombro dos paletós dos ingênuos nas pistas girantes. A solidão me basta num copo de gin. E faço do meu corpo parque de diversão das crianças iniciadas nos delírios das paixões. Escolho um lugar secreto para viver a morte do que endurece por dentro, invade, sangra e late. Sou a cachorra que morde até o grito, que berra até ficar rouca, a vadia no ar até a rigidez do amor. Nas bocas do lixo me reciclo, me alimento do excremento que jorra do homem sujo, sou o alvo da metralhadora do desejo. Sou uva na boca das bocetas. Sou o que coloca de quatro numa ménage à trois, sou o que fode por trás, explorador das vulvas encharcadas de delírio, bebo e me embriago com a doce dor do sangue da violência do meu pau depois de bater fundo no útero das fêmeas noturnas. Primitiva, me lanço a cavalgar por cima, amazona que cruza com centauros vagabundos relinchando de prazer. Sou paga com a porra que escorre da boca daquelas que se atrevem a engolir. Bebo num beijo de gosma e cuspo na carne fria do homem que acaba de gozar. Sou a terceira da brincadeira. A primeira a sair. Despedaço-me, desarmo, desiludo me monto e sumo.